5º álbum da Maldita e talvez o mais pesado. Com atmosfera lúgubre, é uma homenagem aos anjos caídos. Em especial a esse anjo, muito conhecido da antiga mitologia cristã. Alguns o chamam de Estrela do Amanhã, mas ele é mais conhecido como Lúcifer.

LÚCIFER

(2019)

(2007)

4º disco oficial da Maldita e diferente de seu antecessor, Nero, carrega uma atmosfera melancólica em um cenário urbano referido no disco como “As cidades Amarelas”. As letras e a sonoridade remetem a um tempo desolado onde seres humanos investem suas últimas fichas em apostas que sabem que darão errado em um mundo que não tardara a fenecer. O cenário são os becos, os bordeis com cortinas rasgadas e os espaços vazios onde tentamos a muito custo nos encontrar. Com uma estética de filmes de Terror Noir, com musicas como Fantasmagórico, Maldito Zé do Caixão e Filme de Terror Brasileiro, EEUTE é a demonstração de um mundo surrealista que poderia ser vista em um livro de ficção cientifica; a história de um monte de seres egocentrados que destroem o planeta e depois morrem. 

O EP contempla cinco faixas: Mama Eu, Peixes, Jesus, Se eu cair na sua casa e O que a lua traz consigo. Críticas típicas da banda continuam só que dessa vez, guiadas pelos batidões do funk. Todas as músicas também ganharam versão em inglês. Montagem traz um convidado especial, o vocalista Tone, que  contrastar melodias com os doentios vocais de Erich.
 
Eram apenas demos. Um nome bem apropriado; Mortos Para o Mundo.
O que começou como alguns simples rabiscos de idéias deturpadas e confusão adolescente, acabou se transformando numa estrada de expressão artística e de respostas à muitas perguntas. As idéias no papel - poesia dilacerante entranhada na carne, um caderno que se transformaria no primeiro passo da construção Maldita. De seus gritos contidos em pequenas folhas, Erich viu seu universo de formas caligraficamente tortas ganhar vida e um maior sentido através de harmonias, batidas e vozes. Nascia, assim, o Mortos ao amanhecer.
 
Agora não se trata mais de um disco baseado quase que única e exclusivamente no universo de Coágula. As interferências vinham de todos os lados.
Todos os integrantes em uníssono despejando suas doenças, suas influências e seus desejos no caldeirão das aberrações. Um verdadeiro encontro de diferentes visões com semelhantes objetivos. Coágula permanece como relator, assinando o que se lê e o que se repudia. Transcreve o que absorve, alimenta-se e expele. O grito que conduz a máquina sonora tratada com detalhismo, seja na força de Vidaut ou na emoção de Léo. Na incisão cirúrgico-musical de Magrão ou no peso de Lereu. Paraíso Perdido traz dúvidas, assume e levanta criticas. A ponte que leva muitos do nada ao lugar nenhum está partida, quebrada. Desmantelou-se.
 
Nero, imperador de Roma no século I, reconhecido por seus atos exóticos, excessivos e tirânicos é colocado no altar como um arquétipo que representa todos os atos de compulsão e impulsão na alma humana. Em meio a um cenário atemporal e bucólico que remete a uma versão moderna e sonora da divina comédia de Dante, garotos dançam com a marca da besta celebrando todas as múltiplas formas de perversão; Masoquismo, exibicionismo, amor, suicídio, voyerismo, sadismo, bestialidade, poesia e parafiiías de todas as formas. Produzido por Stanley Soares (sepultura; Dante XXI e A-Lex) o estilo Thrash Metal mescla a poesia de uma mente desiludida com ritmos eletrônicos (Industrial).

(2012)

(2016)

(2010)

(2005)